quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ai aquele miúdo! Não me sai da cabeça por nada!
Olhei para ele todos os dias em que fui àquela praia, achei-o especial, tal como todos os outros, mas aquele...
Eles são mais de 10, talvez mais que 20, e eu penso como é possível são tantos!
Ainda não sou mãe, mas sou humana, tenho a sensibilidade que qualquer humano tem, ou pelo menos deveria ter.
Eles são órfãos, não sei em que circunstâncias, cada um com uma história diferente certamente, mas com certeza todas elas tristes!
Olho para eles com uma vontade enorme de os abraçar de dizer que gosto deles, que eles são lindos, de lhes dar mimo ou de pelo menos brincar com eles...
Ganhei coragem, fui-me aproximando  e timidamente comecei a brincar com eles. Não demorou muito até eles saltarem para o meu colo, falarem como se não houvesse amanhã, estavam contentes pelo momento, e eu sentia-me feliz por isso!
Faziam  imensas perguntas às quais eu ia respondendo, usaram a minha toalha como se fosse deles, um à vontade próprio de quem está habituado a conviver com desconhecidos.
Foi uma tarde bem passada, dei colo, abracei, brinquei e até tiramos fotografias, foi muito bom!
Mas, aquele miúdo era especial! Não me deixou tocar-lhe uma única vez, não tirou fotografia, só conversou. Ele não era feliz, isto se algum deles era!




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